segunda-feira, 9 de maio de 2011

|| RESENHA: O Livro de Eli (2010)

Ficha Técnica:
O Livro de Eli (The Book of Eli)
Direção: Albert Hughes e Allen Hughes 
Gênero: Aventura
Duração: 118 min.
Distribuidora: Sony Pictures
Ano: 2010.
Elenco: Denzel Washington, Mila Kunis, Michael Gambon, Jennifer Beals, Gary Oldman, Evan Jones, Ray Stevenson.

Sinopse: Denzel Washington (O Gangster) estrela esse filme dirigido pelos irmãos Allen e Albert Hughes (Do Inferno). Num mundo pós-apocalíptico Eli (Denzel) é um homem solitário que tem de proteger um livro sagrado que pode conter a resposta para salvação da humanidade, mas como todo herói tem seu algoz nessa história não é diferente e para poder obter o livro, um tirano prefeito de uma pequena cidade (Gary Oldman) fará de tudo, mesmo que para isso tenha de matar Eli.




Custei para assistir esse filme e me arrependi. Espere, não seja precipitado. Arrependo-me por não tê-lo visto antes. Eli é o tipo do cara sincero, na sua, que não gosta e nem quer confusão e que tem um objetivo. Levar uma mensagem para uma cidade que está ao oeste.

Depois de uma explosão (provavelmente nuclear) ocorrida durante a última gerra (provavelmente a 3º guerra mundial) o sol castigou, matando e cegando muitas pessoas em todo o mundo. Poucos livros restaram então. A Bíblia, nem se fala. Foi praticamente extinta. A não ser por uma, que é exatamente a que Eli leva escondida na sua mochila. A explicação da extinção da Bíblia é que, por causa das religiões terem sido o estopim para a grande guerra, acabaram sendo queimadas pelos seus detentores.
O vilão está em busca desse livro sagrado, que tem o poder de conceder aquele que o possui uma fórmula para, através da palavra, submeter as pessoas ao seu domínio.

Gostei de ver as duas utilidades da Bíblia retratadas no filme: 1) Uma fonte para levar as pessoas à redenção, à graça de Deus, sua proteção e salvação. 2) Um instrumento para fazer que, através dela, as pessoas confiem em você e façam aquilo que você quer. Foi assim no passado com a igreja católica, é assim hoje no meio de alguns segmentos evangélicos etc.


Creio que o importante no filme é a imagem do homem que confia em Deus, ouve e reconhece sua voz e a obedece. Eli é a imagem de um profeta que leva a Palavra e a justiça. Sim, o filme é um tanto violento, mas num mundo onde não há mais regras nem leis e o mais forte predomina, se defender é o mínimo que se pode fazer e lei faz isso. Não ataca a não ser que seja atacado.

O livro de Eli é um filme de ação, mas traz uma carga de drama e de evangelismo onde a Bíblia é o centro das atenções. Por isso li alguns comentários em blogs que diziam que se tratava de um filme evangélico vestido de filme de ação. Não tenho como negar que seja isso mesmo, ainda que implicitamente e de uma ótima maneira.

No final do filme fiquei emocionado quando Eli recita um lindo trecho da Palavra de Deus: "Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé".

Recomendo o filme a todos.

Um comentário:

juliano cesar de oliveira disse...

Adorei sua resenha...mas vc já leu o livro reverso escrito pelo autor Darlei... se trata de um livro arrebatador...ele coloca em cheque os maiores dogmas religiosos de todos os tempos.....e ainda inverte de forma brutal as teorias cientificas usando dilemas fantásticos; Além de revelar verdades sobre Jesus jamais mencionados na história.....acesse o link da livraria cultura e digite reverso...a capa do livro é linda ela traz o universo de fundo..abraços. ..