quarta-feira, 28 de maio de 2008

Maioria dos leitores do país tem entre 5 e 17 anos.

Levantamento foi feito pelo Instituto Ibope Inteligência a pedido do Instituto Pró-Livro.
'Bíblia' está no topo do ranking das obras mais lidas pelos leitores entrevistados.

Divulgação
Jovens entre 5 e 17 anos são os que mais lêem. (Foto: Divulgação)

Levantamento feito pelo Instituto Ibope Inteligência a pedido do Instituto Pró-Livro aponta que 39% dos 95,6 milhões de leitores de livros no Brasil estão na faixa etária de 5 a 17 anos e outros 14% possuem entre 18 e 24 anos. Segundo a pesquisa, divulgada nesta quarta-feira (28), os leitores mais jovens também são os que mais lêem.

A pesquisa "Retratos da Leitura do Brasil", que estudou o comportamento, gosto e preferência dos leitores, aponta ainda que enquanto 90% dos adultos leitores com mais de 40 anos de idade preferem ler em locais silenciosos, muitos jovens com idade entre 14 e 17 anos dizem que gostam de ler ouvindo música. Já 14% das crianças com menos de 10 anos curtem os livros ao mesmo tempo em que assistem à TV.

Além disso, o tema é o fator mais importante na hora de escolher um livro para ler - 63% das pessoas que responderam à pesquisa disseram que este é o fator que mais influencia a escolha de uma obra. Em seguida está o título do livro (opção de 46% dos entrevistados), seguido de dicas de outras pessoas, que engloba 42% do grupo ouvido.

A maioria dos leitores (86%) lêem livros em casa; 36% na sala de aula e 12% na biblioteca. No caso de leitura de jornais, 53% dos leitores lêem em casa e 15% no trabalho.

Mulheres lêem mais

Outro fator interessante é que o brasileiro lê, em média, 4,7 livros por ano. O estudo constatou que somente a leitura de livros indicados pela escola, o que inclui os didáticos, mas não só, chega a 3,4 livros per capita. A leitura feita por pessoas que não estão mais na escola ficou em 1,3 livro por ano. A pesquisa também confirma que as mulheres lêem mais que os homens – 5,3 contra 4,1 livros por ano.

Papel das mães na leitura

Outra constatação interessante da pesquisa é o papel das famílias, em especial a mãe, na influência da leitura para os filhos. Entre as crianças de 5 a 10 anos, 73% delas citam as mães como quem mais as estimularam a ler. Além disso, o estudo mostra que um em cada três leitores tem lembranças da mãe lendo algum livro e 87% afirmam que os pais liam para eles quando estavam iniciando na prática da leitura.

'Bíblia' entre os mais lidos
Editoria de arte G1
G1
*Resposta espontânea e com uma opção
**Referência à obra de Monteiro Lobato

A "Bíblia" é vitoriosa em todos os rankings de leitura. Ela é a obra mais lida pelos leitores entrevistados (45%), seguida dos livros didáticos (34%), que são obrigatórios na idade escolar. Ela também aparece no topo dos livros mais lidos tanto por homens quanto por mulheres. Se levarmos em consideração a escolaridade do entrevistado, ela é a obra mais lida para os que cursaram até a 4ª série e é o gênero mais lido entre os leitores com mais de 50 anos.

Quando questionados sobre o último livro que o leitor leu ou está lendo, a "Bíblia" também aparece em primeiro lugar no ranking, seguida do livro "Código da Vinci". Mais de mil títulos foram citados pelos entrevistados, sendo que o número de citações da bíblia foi 18 vezes maior que a do "Código da Vinci".

A "Bíblia" também está no topo dos livros mais importantes na vida dos leitores. A obra foi citada dez vezes mais que "O sítio do pica-pau amarelo", numa referência às obras de Monteiro Lobato, segundo colocado na lista.

Metodologia

A pesquisa foi realizada entre os dias 29 de novembro e 14 de dezembro do ano passado. Foram aplicadas 5.012 entrevistas nos domicílios, com 60 questões. A margem de erro é de 1,4%.

Segundo a pesquisa, declaram-se não-leitores 48% da amostra (não leram um livro nos três meses anteriores à pesquisa), o que representa 77,1 milhões de pessoas. Essa proporção desce para 45% se forem considerados os que não leram um livro no ano anterior. Entre os não-leitores, 33% são analfabetos e 37% estudaram até a 4ª série. A maior parcela de não-leitores está entre os adultos: 30 a 39 (15%), 40 a 49 (15%), 50 a 59 (13%) e 60 a 69 (11%).

Fonte: G1

segunda-feira, 26 de maio de 2008

E-BOOK: Ilusão - Naasom A. Sousa (COMPLETO!)

ILUSÃO é o mais recente trabalho de Naasom A. Sousa - o autor dos livros Transformação (partes 1, 2 e 3) e Do Deserto ao Oásis - uma ficção evangélica ao estilo Frank E. Peretti, que mistura ação, mistério e espiritualidade. 214 páginas que irão prendê-lo à leitura do início ao fim.

Sinopse:

Tainá Braga é uma simples estudante da universidade Belinne, que realiza o sonho de cursar comunicação. Após o pedido do professor para que a classe conseguisse um estágio em alguma empresa para avaliação no curso, Tainá se torna locutora da rádio Belinne que se situa no campus da universidade e tem transmissão para toda a cidade.

Após começar os trabalhos na rádio, Tainá começa a receber estranhos telefonemas, que parecem se coincidir com o desaparecimento — um a um — de seus amigos do campus. Tainá então conhece Felipe Nascimento, que comanda uma programação evangélica antes do seu horário, e começam uma intensa e interessante amizade.

Um investigador é contratado pela diretoria da universidade ao mesmo tempo em que os telefonemas se tornam ameaçadores e Tainá... [Leia mais]

Para fazer o download de ILUSÃO visite o blog [ FICÇÃO EVANGÉLICA ].

Onde está a sabedoria, onde estão os sábios da nossa época?

Se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurares, então entenderás o temor do Senhor e acharás o conhecimento de Deus. Provérbios 2:4-5

Gosto muito desse versículo e acordei com ele saltitando em minha mente. Meus aluninhos da terceira série devem se lembrar dele, pois é o versículo tema da apostila que escrevi intitulada: O Superdetive, a qual ensina comandos básicos de informática. Ela contém 15 módulos, com atividades e desafios e sempre que iniciamos cada módulo, lemos esse versículo. Opss... até parece que estou fazendo propaganda da minha apostila, mas não é isso... Quero parar para analisar a verdade desse versículo.

Se buscares a sabedoria...

Existe uma condição aqui, sobre a questão de buscar. E bem sabemos que toda a busca é trabalhosa, nem sempre se obtém um êxito inicial, mas ela se faz necessária.

No ensino é assim. É necessário o esforço, a dedicação, a busca. Isso faz lembrar meus aluninhos que chegam ansiosos perguntando: - O que é que você vai dar hoje? Ou seja, qual é a nossa missão? Nem sempre a missão é aquele site colorido, sonoro e saltitante, mas aquele velho questionário no Word para responder para ver se ele realmente fixou aquilo que eu ensinei, e de brinde desafio num Tangram ou no Sokoban, ou um power point a ser feito ou um desenho no Paint para pintar (esse é para os não alfabetizados). Enfim... sempre tem uma missão a ser feita e enquanto ela não é concluída, nada de internet ou joguinhos.

Só que o que tenho visto, hoje em dia é essa falta de perspectiva, de busca. Infelizmente o sistema educacional tem sido conduzido sutilmente por um caminhar superficial e raso. Quando ligamos a TV ou acessamos a Internet é uma gama de informações, onde quase sempre somos manipulados a aceitar aquilo que lemos. É a imagem que fala mais alto. É muita maquiagem na política, na mídia, na sociedade.

É tudo muito fácil. A TV me dá aquilo que preciso para o meu conhecimento. A internet então, me ajuda barbaridade nos trabalhos escolares, basta ir até o oráculo Google. Não estou criticando o uso destes, porque eu mesma uso, mas o buscar é muito mais que isso, principalmente quando envolve a sabedoria e a verdade.

Não posso deixar que o Photoshop da mídia através da TV, dos jornais e net iludam a minha mente. Porque valores verdadeiros, preciosos tesouros estão escondidos e é disso que esse versículo fala.

E a tendência hoje, em dia é criar material didático raso, sem muito compromisso, pois a criança se cansa, os tempos mudaram, esse é o argumento. E assim, sutilmente nossos pequeninos não terão essa meta de esforço, de busca, de determinação. Isso dói meu coração, pois a Palavra de Deus diz:

Se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurardes, então... o que????

Entenderás do temor do Senhor e acharás o conhecimento de Deus.

O objetivo desse sistema que está aí é esse mesmo, fazer com que se perca valores eternos, perca o tesouro principal do homem que é o contato com o seu Criador Deus, empobreça a alma humana.

Mas... o meu recado é esse: Busque a sabedoria, anseie por ela e não perca de vista, busque como tesouro escondido, persevere, prossiga em buscar, porque quem procura acha!

Com temor e amor do meu Salvador Jesus que é a fonte da sabedoria!


Aurelina Silveira Ramos
linolica@terra.com.br
http://www.freewebs.com/linolica/

sexta-feira, 23 de maio de 2008

POESIA: Palavras de Vida.

Meu coração
arde, queima por ti
Não posso me calar.
Há pensamentos em minha mente
Há palavras na minha língua
Palavras de vida

Jesus te ama
Morreu por você
Já basta de caminhar
Por um caminho sem rumo
Caminho escuro
Que vão acabar em abismos sem fim

Respire
Reviva
Receba
Palavras de vida
Para a sua vida
Vida de verdade
Nova vida
Vida de brilho
Por dentro
Por fora
Por todos os lados
Fazendo diferença
Em muitas vidas
Muitas vidas
Muitas vidas...

(Naasom A. Sousa - 23/05/2008)

POESIA: Somos um povo.

Vencedor
Somos um povo vencedor
De valor
Somos um povo de valor
Fomos comprados por um preço incalculável
Preço de sangue
Sangue puro

Sem igual
Somos um povo sem igual
Imortal
Somos um povo imortal
Nosso mundo não é aqui nesse lugar
Nosso reino preparado já está
Ao lado do Senhor
Ao lado do Senhor

Ergamos nossa voz
Declaremos a todos os povos
Somos diferentes
Somos diferentes
Puro, santo, abençoado.
Felizes soldados preparados
Para vencer.

Povo do Senhor
Povo adorador
Povo capaz de morrer
de amor
por amor
Ao seu Senhor.


(Naasom A. Sousa - 23/05/2008)
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terça-feira, 20 de maio de 2008

GANHANDO UMA GRANINHA EXTRA NA NET.



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segunda-feira, 19 de maio de 2008

Socorro, meus netos estudam numa escola moderna!

Por Ivone Boechat

Constantemente, incessantemente, ouvem-se agressões à Escola Pública tradicional como se ela fosse um aparelho manual de fabricação de monstros. Sobrevivente feliz desse “tipo” de escola, sou testemunha ocular, porque estudei nela e quero relatar o que se passou ali.

O hino da Escola, lindo, foi composto por um pai de aluno. As datas cívicas não passavam em branco. A Escola era uma festa!

Estudávamos, sim, numa cartilha de modelo único, considerada, hoje, como sucata antipedagógica, quadrada, boba, sem cores, barata, mesmo assim, nem todos tinham acesso a ela, houve casos em que o aluno conseguia uma toda despencada, mas a encapava e conseguia recuperá-la, porque aquela cartilha era preciosa para nós...Aprendíamos a amá-la e respeitá-la.

Na sala de aula, havia um quadro-“negro”, desbotado, dividido ao meio, porque eram duas turmas de séries diferentes na mesma sala. Nós aprendíamos a respeitar o espaço do outro! Ah! Não posso me esquecer... havia disciplina...Quase ninguém tinha transferidor e compasso, mas éramos capazes de reconhecer o compasso das músicas. Tínhamos aula de música.

O material escolar se resumia em dois ou três cadernos finos, lápis nem sempre coloridos. Poucos possuíam uma caneta a tinta...dava status...era o máximo! Na minha Escola havia um coral e cantávamos em latim, francês e inglês. Havia aulas de trabalhos manuais e aprendíamos a fazer bainhas, a pregar botões e a costurar as roupas das bonecas. Aprendemos a gostar de artes! Brincávamos no recreio com petecas, bolas, piões. O recreio era maior, brincávamos de roda. Fazíamos peças de teatro na Escola.

Boas maneiras, ética, elegância ao falar, e treino ortográfico eram comuns. Nossa letra não era um garrancho, tínhamos caderno de caligrafia. Nosso livro para estudo da língua portuguesa tinha uma antologia dos poetas brasileiros. Até hoje sei de cor Augusto dos Anjos(quase ninguém hoje sabe que ele existiu) Olavo Bilac, Machado de Assis, Casimiro de Abreu, Castro Alves e muitos outros.

Evidentemente, reconheço os equívocos daquela Escola.

Mas...e hoje ? Como vai a Escola Pública ?


Ivone Boechat é Bacharel em Direito pela Universidade Cândido Mendes – RJ;
Graduada em Pedagogia pela Universidade Augusto Mota – RJ;
Pós-Graduada em Educação pela UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro);
Pós-Graduada em Metodologia do Ensino Superior pela Universidade Augusto Motta - Rio de Janeiro;
Mestre em Educação – Wisconsin International University-USA;
PhD – Psicologia da Educação - Wisconsin International University – USA.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Músicas do CD "PODER DE VERDADE"

Algumas pessoas sabem que além de escrever alguma coisa também canto, toco (arranho!) teclado e componho músicas evangélicas.


Gravei um cd há alguns anos, mas como não tive tempo nem recursos para uma boa divulgação, o mesmo não vendeu muito (esso não era o grande propósito) e não teve muita repercussão.

Um pouco da minha discografia (até agora):

  • Comecei a cantar no grupo de jovens da Assembléia de Deus do Julia Seffer, em Ananindeua-PA;
  • Ingressei para a banda conexão direta (Belém-PA), onde permaneci alguns meses fazendo backing e solando algumas músicas;
  • Participei dos 6 anos da Banda Conexão no teatro "Nipo Brasileiro" em Belém. Muita gente estava lá;
  • Compus músicas para a cantora Edinete Flexa - Paragominas-PA/Goiania-GO;
  • Ganhei o prêmio de melhor música inédita no concurso de música evangélica de Paragominas realizado pela Assembléia de Deus Missão;
  • Gravei o cd "PODER DE VERDADE" só com minhas composições (9 músicas);
  • Fiz apresentações em igrejas em Fortaleza;
  • Fiz pequenas apresentação em Belém;
  • Cedi duas músicas para o cantor Wladimir Jr - Belém-PA (seu cd saiu com o título de uma das minhas canções "NOVA VIDA".
Abaixo, quero compartilhar três músicas do cd "PODER DE VERDADE":

* Só Tu és
[CLIQUE AQUI PARA BAIXAR]

* Poder de Verdade
[CLIQUE AQUI PARA BAIXAR]

* Vou subir e partir
[CLIQUE AQUI PARA BAIXAR]

As músicas estão hospedados no provedor 4sared.com
Ao ouvir as músicas, por favor, deixe seu recado.
Que Deus o abençoe.

Bom é estar na casa de DEUS!

Uma foto recente tirada no final de reunião na igreja, dia de domingo.
Bom é estar na casa de Deus.

O (nosso) amor é lindo!!



Meu amor e eu num encontro de casais realizado pela nossa IEQ (Ig. Quadrangular). Muito bom essa noite! Muitos casais que se amam... chamas do amor sendo ainda mais acesas...

terça-feira, 13 de maio de 2008

SER UM VERDADEIRO PROFESSOR CRISTÃO.

A minha principal preocupação é que os cristãos que trabalham como professores mantenham a sua convicção e alegria na profissão, e continuem assim “cristãos contagiantes” nas suas escolas. Creio que a mensagem de Cristo – o amor verdadeiro – é central hoje como sempre foi, e que por isso as escolas necessitam de cristãos verdadeiros.

O que quero dizer com “cristãos verdadeiros”? São cristãos que sabem que não são os autores do seu amor, mas que podem e devem receber este amor de Cristo, e que podem e devem deixá-l'O guiá-los nos seus comportamentos e nas suas acções. Estou a falar de cristãos que não dêem apenas uma “impressão redimida” (tal como Nietzche pedia dos Cristãos), mas que são redimidos – do medo de si próprios, das suas preocupações pela sobrevivência, do peso da culpa. Têm uma âncora, uma direcção, uma alegria contagiante, que não depende das circunstâncias.

No entanto, a palavra amor é perigosa nos dias de hoje – porque foi tantas vezes usada de forma incorrecta, e é facilmente associada ao sexo. Uma estratégia maldosa do inimigo de Deus! Mas se entendermos a palavra no seu verdadeiro sentido bíblico, torna-se imediatamente claro que é essencial a tudo na vida, e especialmente nas escolas. “Se eu entender todos os mistérios e todo o conhecimento... mas não tiver amor, eu não sou nada”, diz Paulo em I aos Coríntios.

Já não experimentámos todos isto na escola? Que professores tiveram uma influência positiva na sua vida? Não foram aqueles que demonstraram amor? E com isto não quero dizer que eram moles, ou brandos, nem sem limites!! Mas você era importante para eles, e levavam-no a sério.

Recentemente tive essa experiência numa conferência em Zurique (“ Qualidade em Escolas Multiculturais” que dá apoio a escolas com mais de 50% de alunos imigrantes). Quatro jovens alunos falaram num seminário das suas experiências em escolas suíças. O que me impressionou foi que cada um deles de alguma forma ligou o seu sucesso a uma pessoa que os tinha amado e apoiado. Num dos casos falou-se de uma professora do 2º ciclo que fez tudo pela aluna congolesa, e quando esta desistiu da escola, não só a encorajou a manter a cabeça erguida, mas também lhe pagou o acesso ao ensino privado. Hoje ela estuda na Universidade de Zurique. Ela contou a sua história muito emocionada, e tenho a certeza de que o amor da sua professora vai irradiar cada vez mais na sua vida.

No meu trabalho como professor de educação especial, experimento a cada dia como as crianças que já tinham desistido delas próprias podem florescer. E oro todas as manhãs para que Deus me dê o amor e a sabedoria de que preciso para providenciar a estas crianças tudo o que elas precisam.

Infelizmente o amor é mal entendido por muitos no sentido em que temos que satisfazer todos os desejos das crianças. Só posso dizer que este é um dos piores mal entendidos dos nossos dias. As crianças cujos pais não se atrevem a marcar limites, estão entre as mais dignas de pena. O verdadeiro amor requer que apliquemos a nossa razão e a nossa experiência de forma a habituarmos as nossas crianças aos limites que são indispensáveis a uma vida de significado com os outros.

Quando um professor entende a sua tarefa no sentido cristão como um serviço para os humanos-em-treinamento, então esta profissão torna-se bela, mas também muito exigente. No tocante ao trabalho com as crianças, ao professor é pedido diariamente, e hora a hora, e minuto a minuto, que esteja presente com a totalidade do seu ser. Para muitos, este facto, por si só, os leva ao limite das forças. O fracasso não pode ser facilmente visto como um fracasso parcial, mas é facilmente entendido como o fracasso do seu ser total. Isto é bastante assustador. E por isso é grande a tentação de esquecer os seus ideais e concentrar-se nas exigências que lhe são colocadas pelo sistema: bom desempenho na classe e também atenção individualizada, atmosfera descontraída na sala de aula e também exigências elevadas dos alunos, participação empenhada em projectos de desenvolvimento na escola e ainda preparação cuidadosa dos assuntos a ensinar, imparcialidade e ainda, tolerância, etc., etc. Quantas vezes vi professores tomarem estas exigências excessivas sobre os ombros e depois desistirem!

Fiquei bastante perturbado com o que ouvi de professores em Inglaterra por ocasião da conferência da EurECA na Croácia no Verão passado. As escolas na Inglaterra são classificadas anualmente, e a classificação é publicada nos jornais. E parece que tudo o que acontece nas escolas é tão direccionado para estes testes, que uma jovem cristã, que tinha começado a ensinar com tremendo entusiasmo, depois de um ano de trabalho teve de admitir desiludida, que o único alvo dela era preparar as crianças para os testes! Igualmente na Suíça, a prática de classificações às escolas está a tomar conta do ensino.

Mesmo os professores mais experientes gemem sob o peso esmagador das constantes mudanças. Da noite para o dia é necessário começar a ensinar matemática com um livro completamente novo, que requer que o professor leia cerca de mil páginas sem estar sequer preparado para as necessidades do respectivo nível; da noite para o dia é necessário aplicar um novo sistema de classificação após apenas um dia de estudo do mesmo; o novo sistema de classificação para professores requer que o mesmo escreva um dossier sobre si próprio e que justifique o seu trabalho aos examinadores após poucas visitas; onde as novas administrações de escolas foram introduzidas, os professores enfrentam uma nova luta por poder; variadas formas de poupar dinheiro são promessas de redução na qualidade, e é necessário perguntar constantemente: “devemos/atrevemo-nos a aceitar isto como está?” Resumindo: quer o fardo da sala de aula quer as pressões de todo o ambiente à volta, desgastam-no!

Depois do meu curso sabático de três meses em 1999, do qual todos os 35 participantes começaram, por assim dizer, de língua de fora, um dos colegas chegou ao ponto de dizer: “É melhor ser um professor feliz do que um bom professor!” O que ele queria dizer era: “É melhor não tentar ser bom em tudo, só o vai fazer cair; mas guardar a sua força para os seus ideais e para a confiança na vida, que os seus alunos necessitam da sua parte.”

É isto que eu gostaria de dizer aos meus queridos colegas: Resistam à tentação de gastar a vossa energia a fazer tudo bem! Mas mantenham a perspectiva mais lata para o vosso ideal: Transmitir o amor de Deus - “do coração dos crentes fluirão rios de água viva” (João 7:38)

Por: Matt Kagi
Presidente da Associação dos Educadores Europeus Cristãos e professor do ensino especial. (Publicado no "portalevangelico.pt" em 2007-11-29)

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Qual a diferença entre - MP3 - MP4 - MP5 - MP6 - MP7 - MP8 - MP9

MP3: É o formato de compressão de áudio que causou uma verdadeira revolução. Arquivos de áudio podem ser convertidos em MP3, com poucas perdas de qualidade, ocupando apenas cerca de 10% do espaço de armazenamento necessário para o formato digital do CD de áudio.

O que comumente se chama de “MP3?, ou “tocador de MP3? são aqueles pen-drives que tocam música e sintonizam rádio FM.

MP4: O MPEG4 é um padrão de compressão de vídeo, que causou na indústria a mesma revolução que o MP3. Graças ao MPEG4 um filme de uma hora e meia de duração, que no formato de DVD ocuparia quase 5GB de espaço, pode ser colocado em um mero CD de 700MB, com pouca perda de qualidade de imagem. A trilha sonora, em MP3, nem chega a ser relevante em termos de tamanho de arquivo, neste caso.

O “MP4? da indústria é a versão do “MP3? acima com uma telinha de LCD, capaz de reproduzir vídeos.

MP5: Agora começamos a entrar na área do que considero o absurdo da indústria de cacarecos. Considerando que MP é a abreviatura de MPEG, Moving Picture Expert Group, não caberia ninguém exceto o próprio MPEG criar novos padrões e nomenclaturas. Contudo, já criaram por aí o “MP5?, que nada mais é do que o mesmo MP4 acima descrito, mas com câmera digital integrada, capaz de tirar fotos e em alguns casos também filmar.

MP6: Se falar em MP5 para referir-se a um tocador de vídeos MPEG4 com câmera digital e rádio FM já me parece absurdo, falar em MP6 então é o cúmulo. Tem agendas de telefones e de compromissos, acessa Internet, roda programas e jogos em Java, envia e recebe e-mails.

MP7: Deve ter as mesmas funções do mp6 e ainda recebe sinais de TV analógica adicionado ao fato de poder usar duas linhas, pois o aparelho funciona com dois chips de operadoras diferentes ou iguais.

MP8: Com todas as funções acima + jogos do supernintendo!

MP9: Logo o MP9 deve vir com escova de dentes, monitor cardíaco e cafeteira, pesando menos de 100g.

Aprenda a falar em público.

Palestrantes e especialistas em comunicação verbal dão dicas valiosas.

A hora daquela apresentação tão esperada (e temida) se aproxima. Ela pode garantir seu emprego, sua promoção, ou pelo menos uma boa imagem perante muita gente importante. Aí, você começa a suar frio, suas mãos tremem, a língua trava. Ih, deu branco! Acalme-se. Não são poucas as pessoas que sofrem um bocado quando precisam falar em público. Mas, seja qual for o motivo, é possível contorná-lo. Palestrantes conceituados em todo o país garantem: conhecimento e postura são essenciais para uma apresentação bem feita - tarefa mais simples do que se imagina...

Para Mario Persona, palestrante e professor de estratégias de comunicação e marketing, a comunicação é intrínseca ao ser humano e de extrema importância para o seu desenvolvimento social. Passar por situações como a descrita acima, portanto, é muito comum e até mesmo vital. "Com uma freqüência cada vez maior somos solicitados a falar em público, seja em uma festa familiar, em uma reunião no trabalho ou em um evento público. Qualquer pessoa deveria dominar essa técnica", defende Mario.

Quem se respeita e se aceita, mesmo com defeitos, naturalmente vai conquistar o respeito e a aceitação dos outros. A injeção de 'auto-estima' pode ser feita diariamente, com atitudes simples.

Não se trata de uma arte, como muitos pensam. Ney Pereira, responsável pelo programa de aperfeiçoamento de docentes da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e professor de comunicação empresarial do Ibmec-RJ, afirma que falar em público é uma habilidade, e não um talento nato. E requer, sim, metodologia e treino. "As pessoas acreditam que basta ser desinibido para falar bem, o que não é verdade. O 'falador desinibido', quando não domina as técnicas de apresentação, acaba falando besteira", frisa Ney, que atualmente realiza um curso sobre o tema, em parceria com a Compass Business School. Segundo ele, comunicar-se é uma das principais formas de se fazer marketing pessoal.

É claro que ninguém precisa ser um palestrante profissional para falar em público. "Quanto maior sua capacidade na profissão ou atividade que exerce, maior o desconto que sua audiência dará para possíveis falhas; portanto, não é preciso se preocupar tanto se você tem coisas importantes a dizer. Conscientizar-se disso ajuda a eliminar uma cobrança excessiva de si mesmo ao falar, reduzindo o estresse", assevera Mario Persona. E é justamente o estresse, aliado ao medo e à insegurança, o que forma o grande vilão na hora de falar. "No momento em que você se expõe é que as pessoas fazem um julgamento sobre você, o que pode te projetar, por exemplo, a uma carreira brilhante ou ao fracasso. É natural que haja um medo das conseqüências desse julgamento, e é isso que causa tanto pavor em quem vai se apresentar", explica Ney Pereira, que enumera os dois motivos pelos quais as pessoas podem ter dificuldades em apresentações: fobia (ou glossofobia, aversão extremada a falar em público), que atinge poucos e exige acompanhamento profissional, e a insegurança ou timidez, que acontece na maioria dos casos.


Superando o medo

A palestrante Leila Navarro, considerada uma dos 20 maiores palestrantes do Brasil, ressalta que o medo de falar em público chega a superar, muitas vezes, o medo de morrer. "Na verdade, temos medo do ridículo, de errar... Mas quem nunca erra? Aos 20 anos, eu era tímida, e meu avô certa vez me falou: 'Quando estiver com vergonha, imagine as pessoas que estão te intimidando em uma situação comum, mas constrangedora - no banheiro, por exemplo'. É preciso entender que o outro é igual a você, que erra como você. Não somos nem piores nem melhores que ninguém", diz Leila. Para ela, aproveitar as circunstâncias e colocá-las a seu favor é um trunfo. "Tem gente que consegue fazer uso de uma fraqueza pessoal para se comunicar. A vida já nos ensina muita coisa, o que a gente tem que fazer é usufruir de tudo e se jogar", opina.

Mario Persona acredita que o medo não deve ser eliminado, e sim administrado para se transformar em aliado na hora de falar. "Quem fala deve aprender a transformar a adrenalina liberada pelo medo em energia e vigor para a comunicação", esclarece. Quando o nervosismo está acima do normal, uma boa técnica para controlá-lo, segundo o palestrante, é não entrar logo no assunto, mas começar falando de si mesmo, de sua família e outras amenidades. "Isso reduz a tensão do orador e também permite que o público o veja como um ser humano e passe a relevar falhas. Além do mais, é muito mais tranqüilo falar sem gaguejar de um assunto corriqueiro. Depois desse aquecimento fica fácil fazer a transição para o tema da palestra", aconselha.

Se a preocupação é com as possíveis falhas no decorrer da apresentação, outra dica é deixá-las claras logo de início. "Ao falar de meus defeitos, não dou a chance de meu público descobri-los - sou eu quem está no controle. Se não há mais nada a esconder, perdemos o medo que as pessoas percebam o que há de 'errado' conosco", argumenta Mario. Da mesma forma, cuidar da auto-estima constantemente é uma ótima preparação para evitar o temor e o constrangimento ao cometer algum erro. Leila Navarro deixa claro que autoconhecimento e autoconfiança são as chaves do sucesso também na hora de discursar: "Quem se respeita e se aceita, mesmo com defeitos, naturalmente vai conquistar o respeito e a aceitação dos outros. A injeção de auto-estima pode ser feita diariamente, com atitudes simples. Costumo escrever no espelho, de batom, alguma frase poderosa como ' você é a mulher que eu queria ser', para ler quando eu acordar. Programe o seu cérebro para se sentir bem", recomenda a palestrante.

Para reduzir a insegurança, acima de tudo, os especialistas recomendam treino, organização e conhecimento - do que será dito e de quem ouvirá. Isso vale tanto para os mais tímidos, quanto para os menos inibidos. "Quando você sabe bem o que fazer, os resultados são mais satisfatórios e é até possível prever as conseqüências daquele discurso. A timidez, por exemplo, torna-se um problema muitíssimo menor e menos visível se a pessoa dominar a técnica ao falar", garante Ney Pereira, que adverte que a falta de preparação pode resultar em graves riscos à imagem. Outro ponto essencial é conhecer a platéia, saber para quem você vai se dirigir. "Um lutador não pode entrar no ringue sem conhecer a fundo o adversário", compara Ney. Mario Persona reforça a opinião: "Quem fala em público está ali como quem vai vender um produto, que são suas idéias. Isso deve ser feito da maneira que traga melhores resultados e maior satisfação para os ouvintes".

E como se preparar adequadamente antes de uma apresentação? Hoje, há diversos cursos, palestras e profissionais que podem ajudar nesta atividade, mas a própria pessoa tem várias formas de treinar a si mesmo."Qualquer pessoa pode ensaiar na privacidade de seu quarto, diante de um espelho, para analisar sua postura e expressões, além de timbre de voz e articulação das palavras. Se der para filmar a si mesmo, poderá analisar o resultado, fazer correções e pedir críticas e sugestões à família", indica Mario Persona.

Para apresentar-se profissionalmente, é necessário saber, também, como persuadir o outro, usando a voz e a postura no sentido estratégico.

Já Ney Pereira faz questão de salientar que a oratória, embora seja de vital importância, não pode ser a única coisa a ser levada em consideração. "Para apresentar-se profissionalmente, é necessário saber, também, como persuadir o outro, usando a voz e a postura no sentido estratégico", avalia. Ele lembra, ainda, que o sucesso de um discurso vai depender de três fatores: o físico (cuidar e treinar a voz com exercícios fonoaudiológicos, controlar a gesticulação, manter uma boa postura), o emocional (a audiência deve se identificar com o orador e com suas palavras), e o cognitivo (ser informativo e objetivo, deixando claro os benefícios que a platéia terá ao ouvir o apresentador).

Confira as principais dicas (e mais algumas) para falar em público com êxito:

- Não perca qualquer oportunidade para falar em público. É a sua chance de treinar e deixar sua marca pessoal.

- Se tiver a voz muito fina, anasalada ou baixa, vá a um fonoaudiólogo ou tente fazer um curso de teatro, canto ou de impostação e projeção de voz. Caso não possa, pelo menos pratique exercícios que busquem melhorar isso.

- Nunca, jamais, em hipótese nenhuma fale sobre um assunto que não domina.

- Sempre estude antes o que irá dizer e ordene as informações em tópicos, mesmo que seja só mentalmente

- Conheça a sua platéia. Se puder, estude o perfil das pessoas que vão assistir à apresentação. Use uma linguagem comum a todas.

- Analise também os objetivos (o que você quer com aquele discurso) e o que será útil para quem for ouvir.

- Faça o reconhecimento do ambiente e os recursos disponíveis. Eles poderão ser usados para melhorar a sua comunicação.

- Só utilize recursos audiovisuais (imagens, sons, vídeos, slides) quando a palavra não for suficiente para passar toda a informação.

- Evite problemas estruturais ou com o aparato tecnológico. "Os microfones e o manuseio das apresentações em computador devem ser treinado em casa, para não se correr o risco de ter problemas de som ou perder minutos preciosos tentando entender o equipamento", diz Mario Persona.

- Evite, também, os cacoetes. "As falhas técnicas acabam desviando a atenção do público, e o mesmo acontece com vícios de linguagem, como o uso exacerbado de 'né', 'ou seja' e outras expressões. Movimentos estranhos com o corpo, com os pés e com as mãos também são inimigos do orador", destaca Mario.

- Não fale demais! "O peixe é fisgado porque abre a boca quando não deveria. O excesso de informação vira desinformação. Seja claro, objetivo e sucinto", recomenda Ney Pereira.

- Trabalhe a entonação da voz e aprenda a fazer uso do silêncio para sublinhar suas palavras.

- Se pretender ler, nunca fazê-lo segurando uma folha de papel na mão. "Isso fatalmente irá denunciar qualquer tremor e comprometer a segurança e certeza que você deveria transmitir. Utilize pequenos cartões", aconselha Mario Persona.

- Cuidado com a gesticulação. "Imagine-se na tela de uma TV apresentando um telejornal. Isto implica manter o público atento à sua boca e expressões, e aos movimentos de suas mãos, que devem ser mantidas dentro dessa 'tela' imaginária. As mãos só devem enfatizar a fala acima da cintura para não desviar a atenção para longe do rosto", ensina Mario.

- Evite comentários paralelos e não exponha levianamente o seu ponto de vista pessoal.

- Não deixe a humildade de lado. "Tem gente que acha que o bom palestrante é 'cheio de si'. Realmente, é importantíssimo ter uma boa auto-estima e passar segurança e ciência do que se está falando, mas sem esquecer em nenhum momento a humildade. Mostre que você é uma pessoa igual àquela que está te ouvindo sentada", enfatiza Leila Navarro.

- Faça rir, mas somente se conseguir. "Se você tem um perfil bem-humorado e costuma contar piadas, pode aproveitar essa característica, mas nem tente ser engraçado em público se isso não acontecer naturalmente nas rodas entre amigos", acrescenta Mario Persona.


Mônica Vitória
Extraído do portal MSN